Se existe um ponto de coerência que estes primeiros dias do governo do Jair revelam, é este: o capitão está cercado de aliados por todos os lados!
A brasilidade predatória dos empoderados pelo governo, não é nova. O cheque em branco foi dado para essa gente testar suas teorias na prática e eles estão dispostos a fazê-lo.
Não sejamos otimistas ainda, nem subestimemos a aparente loucura dessa equipe que já disse a que veio muito antes de ganhar a eleição presidencial: quer construir outra sociedade! Sem história, sem ciência, sem pluralidade, sem democracia, sem cidadania, sem direitos civis… Começar tudo a partir de 2019!
O assessor do ministro da Educação é dono da frase: “Professores pregam o aborto, incesto e pedofilia”. E esta não é recente, foi dita em 2016.
Portanto, nem mesmo pode ser chamada de “cortina de fumaça” como outras frases chocantes espalhadas por membros estratégicos da equipe. Mas pode reafirmar a intenção de recolonizar a nação, segundo parâmetros os mais esquizóides (sob a nossa ótica cartesiana).
Murilo Resende não entende nada de professores! Difama e agride uma das categorias mais valiosas do país, mas já está envolvido em um cargo estratégico e vai ser responsável pelo Enem.
Vociferou na defesa do Escola Sem Partido, que também foi um dos cabos eleitorais subliminares do Jair.
Portanto, faz parte da “gema do ovo” e veio para humilhar, descaracterizar e perseguir professores.
Precisamos falar sobre tudo isso sim, para com nosso grito acordar quem ainda está letárgico. O caminho da resistência não será apenas no campo discursivo, será preciso fortalecer mecanismos de assistência aos professores; agregando para além das propostas sindicais, pois estas surtirão cade vez menos efeito no contexto de perdas subsequentes.
Um combatente da intangível “ideologia de gênero”, revoltoso com o “marxismo cultural” foi aluno da iniciativa privada e reúne o estereótipo do vencedor que este tempo de estranhezas venera, sendo inclusive discípulo de Olavo de Carvalho o fanfarrão que encontrou abrigo no seio dos Bolsonaros para impor uma filosofia vulgar e mal educada aos filhos da elite brasileira.
Resumindo: a batalha educacional se dará no campo da intangibilidade!
Analfabetismo, desenvolvimento científico, estruturas e valorização do ensino, já são pautas derrubadas.
Para o professor, o limbo.
Para o alunado, a ração simbólica.
À sociedade as batatas!




