O efeito da decisão do desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça, em cima da greve dos médicos no PAM Salgadinho gerou um efeito positivo.
A frequência dos profissionais chegou esta semana a 75%- mais até do determinado pelo Judiciário (50%). O PAM Salgadinho tem 70 médicos.
A greve é legal, diz Airan, mas a população não pode ser prejudicada.
Só que os médicos têm de bater o ponto eletrônico daí esta pode ser a explicação para a quantidade de profissionais trabalhando.
O ponto vai derrubando uma barreira: há médicos que não apareciam no trabalho enquanto uma fila aguardava no lado de fora do PAM por até dois dias. Comuns eram os avisos na porta registrando que médicos não atenderiam.
Há sim uma questão estrutural mas ela é um dos motivos.
Outros são os consultórios na rede privada, desorganização na marcação de consultas, cochilos de algumas direções passadas do PAM e por aí segue.
Lógico que a crise na saúde não se resolve com pontos eletrônicos mas eles permitem mais transparência na hora do trabalho no serviço público.
Aliás, como todo cidadão merece acompanhar o destino daquilo que paga em impostos -caros- neste país.






