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Polarização entre Calheiros e Caldas precisa ir além do fisiologismo e caça ao poder

A polarização das eleições em Alagoas segue o mesmo ritmo nacional: um estado dividido entre os Calheiros e os Caldas, assim como entre Lula e Flávio Bolsonaro. Em Alagoas, o caldismo e o calheirismo são conhecidos e também se parecem no fazer política. A pré-campanha em ritmo de campanha não tem propostas dos dois lados para os problemas da educação, saúde e segurança pública. Ambos os lados em manter ou estender as cercanias do poder. Os Calheiros querem Renan Filho ocupando o Palácio República dos Palmares pela terceira vez e Renan reeleito ao Senado pela quinta vez. JHC é pré-candidato ao Governo, se esforça para encaixar a mãe Eudócia como suplente de senadora de Alfredo Gaspar de Mendonça e e eleger Marina JHC a deputada federal.

São projetos fisiológicos, que ambos mantêm porque “sempre foi assim” mas no momento atual do Brasil eles se tornam mais graves.

A abstenção nas eleições de Alagoas atingiu, em 2022, 22,39%, acima da média nacional no mesmo período. Isso significa que mais de meio milhão de eleitores não foi votar. Neste ano, no Brasil, a abstenção atingiu 20,9% ou 31 milhões de pessoas.

Há muitos elementos que contribuem para eleitores mais distantes das urnas, incluindo a institucionalização de um sistema predatório, usando dinheiro público; esquemas nas emendas parlamentares; orçamento secreto.

A política não enriquece, mas há caminhos e brechas para isso acontecer. Alagoas é um estado rico em dinheiro público, mas a minguada fiscalização não acompanha os gastos. Resultado: piores índices sociais do país, não diferentes de Maceió.

Talvez os Calheiros e os Caldas mudem o ritmo de suas pré-campanhas, e debatam propostas. Ainda que no momento atual não há sinais disso acontecer.

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