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Plebiscito para mudar o nome da Fernandes Lima

Uma cidade ampla e complexa como Maceió não tem discussões aprofundadas nem acaloradas a respeito dos nomes dados ao patrimônio público.

Mas deveria vir da maioria a alteração da lei que propõe a mudança destes nomes.

Florianópolis viveu um plebiscito popular nos anos 80 para alterar o nome da capital de Santa Catarina para Desterro, por ser uma palavra considerada mais catarinense que a homenagem dada (após um massacre) a Floriano Peixoto.

Venceu a maioria: Florianópolis segue como Florianópolis.

Movimentos em Maceió buscam alterar o nome da Fernandes Lima, principal via da cidade. Sem consulta popular, sem votação envolvendo a maioria, sem chance de ouvir outros lados.

Fernandes Lima foi um dos principais (mas não o único) membro de uma organização criminosa que destruiu terreiros de religiões afro em Maceió. Foi o Quebra, em 1912.

Com o tempo a avenida com o nome do ex-governador virou um símbolo cultural, político, geográfico. Nem deve ser simples muito menos deveria ser cartorial alterar os rumos do que virou história.

Se usarmos este mesmo argumento, bastarão algumas pessoas que se unam para mudar o nome da Praça 13 de Maio para Princesa Isabel. Da Praça Zumbi dos Palmares para Conde D’Eu. Ganga Zumba para Nossa Senhora Aparecida.

Também estamos preparados para isso?

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