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Plano contra ataques nas escolas e as redes sociais

Qualquer plano para desarticular possíveis ataques a escolas ou até mesmos ameaças deste tipo passa pelas redes sociais.

Existem contas cujo discurso de ódio incentivam e justificam diretamente estes ataques.

Nesta segunda-feira o ministro da Justiça Flávio Dino anunciou a exclusão de 430 contas que incitavam violência nas escolas.

“De acordo com a pasta, os perfis publicaram hastags ligadas a mensagens incentivando atentados contra instituições de ensino. Os pedidos de remoção do conteúdo estão ligados à Operação Escola Segura, ocorrida no fim de semana”, segundo diz o Correio Braziliense.

O aplicativo TikTok também foi atingido por esta medida. Três contas foram removidas mas o conteúdo delas preservado para ajudar nas investigações.

Neste final de semana uma pessoa foi presa e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

O que está evidente é que sem a ação preventiva policial, estes criminosos continuarão a agir.

Outro ponto: existem semelhanças entre as ideias que levaram a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, e os discursos de violência nas escolas.

“A questão, hoje remanescente, é a responsabilização das pessoas que engendraram esse planejamento golpista durante meses, e os ecos, as reverberações da violência que permanecem. Por exemplo, estamos agora às voltas com essas ameaças relativas a escolas. Nós temos uma ligação entre uma coisa e outra”, disse Flávio Dino.

“Tem influência da ideia de violência extremista a qualquer preço, a qualquer custo. O ethos, o paradigma de organização do mundo que golpistas políticos e assassinos de crianças têm é o mesmo. É a mesma matriz de pensamento, a matriz da violência”, completou o ministro da Justiça.

Veja: não estamos falando em ataque a liberdade de expressão. Mas difundir discursos de ódio que levem ameaças para pessoas ou grupos sociais precisa ser criminalizado.

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