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Perto de relatoria da CPI, Renan Calheiros terá 120 dias de superexposição na mídia

Até esta quarta-feira, o senador Renan Calheiros tinha o apoio de 6 dos 11 indicados para a relatoria da CPI da Covid.

O jogo é o seguinte: o mercado vê na CPI um risco para a reeleição de Jair Bolsonaro. Com a popularidade em declínio, Lula cresce como nome da oposição.

Renan- aliado de Lula- terá pela frente o desafio da vacinação em ritmo lento no país, a piora na segunda onda da pandemia e as críticas de Jair Bolsonaro aos estados- principalmente os governadores do Nordeste.

São cenários que influenciam os jogos de cena da CPI. E Renan Calheiros conhece o fundo do poço e a ribalta, ao falarmos dos solavancos da política.

Três vezes presidente do Senado e 120 dias de exposição contínua da mídia em cima dos trabalhos, a relatoria que pode ser entregue a Renan também refletirá nos rumos políticos de Renan Filho. Até abril de 2022, seis meses antes da eleição, o governador terá de decidir se renuncia para disputar a vaga, hoje de Fernando Collor, ao Senado ou permanece à frente do Executivo até o final da administração.

Não é apenas o futuro de Renan Calheiros que está em jogo. Mas também do seu grupo político, hoje pressionado pela tropa de choque do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), que avança em busca de aliados, distribuindo cargos federais a nomes-chaves alagoanos.

Jogo sendo jogado.

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