PE: professora esquartejada pelo marido é enterrada

Familiares e amigos enterraram a professora Mirtes Juliana Araújo, de 30 Mirtes Juliana Araújo, de 30 anos, será sepultada hoje (Reprodução/Ed Wanderley/DP/D.A Press)anos, no fim da manhã desta segunda-feira, no Cemitério da Muribeca, em Jaboatão do Guararapes. Mirtes foi morta no sábado passado com golpes de madeira e barra de ferro, depois esquartejada pelo marido Luiz Antônio dos Santos Júnior, 34.

As informações são do Diário de Pernambuco.

Antes do sepultamento, a mãe da professora, a dona de casa Suemir Maria de Araújo, disse que perdoava o genro. “Acredito na Justiça dos homens. Mas como sou evangélica, tenho amor no coração. Não guardo ódio dele e até o perdoo pelo que fez”, desabafou.

A filha do casal, uma menina de oito anos, também esteve no cemitério. A criança chegou a ficar agitada, mas parecia não estar entendendo o que aconteceu com a mãe. O filho mais velho de Mirtes Juliana, um adolescente de 15 anos, estava inconformado. Chorou bastante e antes do corpo sair para o sepultamento, se abraçou ao caixão.

Mirtes Juliana foi morta na manhã do último sábado na residência onde vivia com o marido, no bairro de Vila Sotave, em Jaboatão. Depois de esquartejar o corpo da mulher, ele colocou os pedaços em três sacos plásticos e levou de ônibus para a casa da mãe dele, em Vila Rica, também em Jaboatão.

Em depoimento, Luiz Antônio revelou ter sido acordado pela mulher no sábado. Ela queria que ele deixasse a casa em que moravam. A residência pertencia a Mirtes, que desejava a separação após 11 anos de convivência. O homem disse à polícia que vítima teria o ameaçado com uma faca. Como não gostou da atitude da esposa, ele a golpeou com um pedaço de madeira e com uma barra de ferro. Mirtes desmaiou. Ao acordar, o marido seguiu com a sequência de golpes. Ela não resistiu e morreu.

Ao chegar em casa, já de noite, a mãe de Luiz encontrou os sacos e os abriu. Ao ver a cabeça da nora, ela não acreditou e resolveu chamar uma vizinha para confirmar. A amiga viu e disse que havia visto Luiz Antônio chegar ao local com os sacos. Elas chamaram a polícia.

Enquanto os policiais estavam na casa da mãe de Luiz Antônio, o suspeito telefonou. Ele confessou ter assassinado Mirtes. Assim, a polícia seguiu em diligências pelas proximidades e acabou o prendendo.

Luiz Antônio foi levado para o DHPP, onde confessou o crime. Ele foi autuado por homicídio quadruplamente qualificado, por não dar chance de defesa, pelo esquartejamento, crueldade e ocultação de cadáver. O homem foi  encaminhado ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

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