Em fevereiro, encontro entre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o ex-deputado federal Ronaldo Lessa, serviu para bater o martelo: Lessa disputaria a Prefeitura de Maceió em 2020. Lupi definiu que a campanha receberia R$ 3 milhões de fundo partidário.
Era um acordo interpretado como justo. Em outras eleições, o PDT nacional não achava importante cumprir acordos financeiros com os gastos na campanha alagoana. Não poucas vezes, Lessa reclamava deste comportamento.
Agora, parecia que a nacional falava sério: Judson Cabral assumiu a direção do PDT em Maceió. Lessa pontuava bem nas pesquisas internas. Havia chances de disputar o segundo turno. Sem poder circular na pandemia, ele se adaptou às lives nas redes sociais. Não sabia nem curtir uma foto no Instagram. Aliás, Lessa nem sabia o que era Instagram. Aprendeu tudo rápido, claro, sempre auxiliado por assessores.
No final de julho, entrevistou Ciro Gomes, a estrela do PDT. Preocupado com Lessa, o senador Renan Calheiros (MDB) saiu de seu isolamento em Murici para mexer na estrutura da campanha de Alfredo Gaspar de Mendonça. Adriano Gehres, o marqueteiro da campanha de Mendonça, ajustou os ponteiros. A campanha de Alfredo ficou mais provocativa aos adversários- leia-se Ronaldo Lessa.
Em resposta, Rui França virou o marqueteiro da campanha de Lessa. Maceió tremeria nestas eleições: Gehres e França levam as narrativas até às últimas consequências. O céu ou o inferno são os limites.
Porém, tudo mudou. PSB e PDT nacional acenam para campanhas juntos nos estados. Em São Paulo, o ex-governador Márcio França, do PSB, acena para Jair Bolsonaro, numa aliança que pode incluir o PDT.
Os dois partidos também conversam em Recife. Tentam costurar a candidatura do deputado federal Túlio Gadelha à Prefeitura.
Lessa, porém, estaria disposto a levar adiante a candidatura própria pelo PDT, mesmo contrariando a direção nacional. Como nas outras eleições, o partido titubeou mais uma vez na palavra: o prometido apoio de 3 milhões de reais para a campanha foi reduzido até chegar a um milhão. E nem isso seria liberado.
Lessa jogou a toalha neste sábado. Desligou todos os celulares. Carlos Lupi ganhou: a promessa ao PDT é que ele indique o vice de JHC, com aval do PSDB, do senador Rodrigo Cunha.
Judson Cabral tentava localizar Ronaldo Lessa, em busca de explicações. Há pedetistas se rifando, em busca de espaços na campanha do PDT, mas o clima geral entre os filiados é de revolta e indignação. O entendimento é que Lessa vai apoiar o candidato de Bolsonaro em Alagoas: JHC.
E por enquanto, JHC segue em silêncio.






Respostas de 3
Tragédia! O nome disso é tragédia! Todos fora Bolsonaro! A luta tem que ser nesse sentido!
O que será dessa cidade e dos funcionários da mesma com essas opções JHC e AGM?
Desgraça pura
A questão vai muito além disso! O que está em jogo é o fim da era Calheiros que está cada dia mais próximo! Alagoas acordou! Questões internas e disputas estaduais se resolvem aqui mesmo senhores! Vamos assistir de camarote! E que vença o grande Ronaldo Lessa! Esteja onde estiver! Ele merece toda honra e reconhecimento a sua bravura!