Pátria amada, Alagoas

Marcelo Nascimento

Estou impressionado com a repercussão da lamentável agressão ao ator da TV Globo, Henri Castelli, ocorrida no final de dezembro numa festa privada na Barra de São Miguel.

Primeiro quero lamentar o emprego da violência na resolução de conflitos, seja por quem for, como já me expressei em outras redes sociais.

Tenho visto muitos influenciados digitais, sobretudo de Alagoas, condenarem a atitude da também atriz Antônia Fontenelli, ao alertar aos turistas sobre a violência no Estado de Alagoas.

Não podemos ignorar que Alagoas é o estado do Brasil onde mais se mata jovens negros, na faixa de 15 a 29 anos, segundo Anuário Brasileiro da Segurança Pública. Sobre essa triste realidade que atormenta a vida das famílias alagoanas, nenhuma repercussão da mídia nacional, nem sequer políticas públicas para conter esse genocídio.

Ao contrário, a festinha particular de mauricinhos e patricinhas da elite alagoana na Barra de São Miguel, com direito a participação de ator global e pseudos influenciadores digitais ainda continua tendo muito mais repercussão na Terra de Zumbi dos Palmares, que a vida ceifada de dezenas de jovens negros da periferia, moradores de rua e LGBT. Sobre esses últimos, o silêncio estarrecedor de parte dos alagoanos apaixonados pela sua amada terra natal.

 

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