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Para Braskem, moradores de bairros atingidos não são parte do problema

O presidente da Braskem, Fernando Musa, deu uma entrevista surpreendente ao Valor Econômico.

Ao atacar o laudo da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM)- apontando que as causas do afundamento dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro estão ligadas à extração do sal-gema- chama o pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública, de bloqueio das contas da empresa, de “simplista”.

“A conta deles [MPE], dos R$ 6,7 bilhões de recurso bloqueados (na ação original, que foi derrubada por um juiz de primeira instância, admitindo só R$ 100 milhões), tira as pessoas das 10 mil residências, evacua todos, paga os danos morais e acha que com isso o problema está resolvido”.

Ora, e não está resolvido o problema?

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