Renan Calheiros está para Téo Vilela. E vice e versa.
Aliados, Renan e Vilela eram chamados de senadores siameses. Porque nas eleições pediam votos ao Senado de forma casada: um votava no outro.
Com essa estratégia não havia chance de outros nomes disputarem, com condições de vencer.
Hoje Vilela está com JHC, e os Calheiros do outro lado do rio. O ex-governador voltou à ativa no cenário político-eleitoral, onde vai marcando posição.
Renan Filho aproveita a deixa para comparar os seus oito anos de administração com os oito anos da era Vilela.
Há bastante material nesta seara. E Renan Filho quer pôr os dois passados à prova.
JHC observa, satisfeito, a empreitada. Em pouco tempo na rua, mexeu pedras quase paradas. E mostra que a eleição ao Governo não está definida.
Assim como os Calheiros mostram que os prefeitos estão do lado deles, os Calheiros. E precisam declarar isso publicamente, sem duplo sentido nem entrelinhas induzindo dúvidas.
No décimo primeiro ano da gestão Calheiros, a pergunta é: cabe espaço para o projeto de JHC?
Ao leitor, a resposta.




