Paulo Guedes não parece mais ter a importância maior que num passado bem próximo. Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento, que é mais próximo do Centrão, virou o novo posto Ipiranga do Planalto.
Os números e o futuro do auxílio-emergencial ajudam a explicar ao menos um pedaço deste bolo.
– Mais de 65 milhões de pessoas recebem este auxílio.
– Por mês, o Governo desembolsa R$ 50 bilhões. Até agosto, o gasto superou R$ 250 bilhões.
– Paulo Guedes, a voz do mercado que defende o Estado mínimo, é contra prorrogar o auxílio. Aliás, a defesa da era Bolsonaro é que deveriam ser pagos R$ 200. O Congresso votou pelos R$ 600.
– O liberalismo de Guedes defende um Estado máximo para quem ganha mais. Quem ganha menos deve se submeter às regras do “salvem-se quem puder”.
– Rogério Marinho, porém, mais próximo do Centrão, sabe dos ganhos políticos de Bolsonaro com o auxílio. E o Centrão quer a cabeça de Paulo Guedes, péssimo negociador com o Congresso. Na linguagem e na moeda usadas pela classe politica.
– Claro que neste jogo com Marinho existe outro número: o ministro quer R$ 5 bilhões para obras. Cifras que o Centrão quer ouvir falar.
– Especialistas dizem que o Brasil se aproxima de uma recessão técnica; o PIB brasileiro será menor, o gasto com a dívida pode chegar a 90% até o fim do ano.
A era Bolsonaro será mais Paulo Guedes ou Rogério Marinho?





