A surpresa na posse do prefeito de Maceió JHC foi a escolha do vice Rodrigo Cunha para assumir uma das pastas mais complexas e desafiadoras da capital alagoana: a Secretaria de Infraestrutura.
Maceió está em 17º lugar no país, entre as capitais, no Produto Interno Bruto. São R$ 27,48 bilhões, segundo o IBGE. Mas quando falamos em turismo, a cidade é o sexto destino mais procurado do país, o quarto no Nordeste. É aí que entra o trabalho da Secretaria de Infraestrutura em três grandes desafios: a mobilidade urbana, que inclui atualização do Plano Diretor (o último foi aprovado há 20 anos); novos corredores de transporte e também estamos falando de novas ruas e mais alternativas de deslocamento e; o isolamento de 5 bairros que afundaram após a extração de sal-gema pela Braskem, mas a gestão do prefeito fez um acordo de R$ 1,7 bilhão com a mineradora, revertido em obras na cidade.
Rodrigo Cunha deixou o Senado após quatro anos. Cedeu a vaga para a suplente Eudócia Caldas, mãe do prefeito. Em troca, Rodrigo virou vice-prefeito e agora secretário de Infraestrutura. Para tocar as obras que exigem bastante dinheiro, Cunha precisa de um acordo com o governo Lula. Quando olhamos o orçamento municipal, há reservados R$ 824.222.148,00, dinheiro pulverizado para todas as secretarias.
Apenas para o Arco Metropolitano, construído pelo Governo Federal, que é uma alternativa para desviar o trânsito de Maceió, são R$ 252,7 milhões, dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.
Além de torcer por um acordo entre a gestão JHC e Lula, Rodrigo Cunha terá de negociar a viabilidade da própria gestão atraindo investimentos federais e privados. Só que, no meio do caminho, existe a oposição do governador Paulo Dantas e dos Calheiros. O grupo pretende se manter no poder em 2026 enquanto Rodrigo Cunha ou JHC podem crescer- ou diminuir- os próprios nomes daqui a dois anos.
Vamos continuar acompanhando o desenrolar deste longo fio.





