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Onde foram parar os R$ 183 milhões “extras” recebidos pela Assembleia?

Quando a Polícia Federal estourou a Operação Edema, descobriu que a Assembleia Legislativa desviou R$ 54 milhões para pagar funcionários fantasmas.

2024 está chegando ao fim. A Assembleia recebeu a mais R$ 183 milhões “extras”, parcelados em 5 vezes. Além do duodécimo de R$ 361 milhões. Total: pouco mais de R$ 544 milhões.

Não há portal da transparência justificando os gastos deste dinheiro. Os trabalhos se concentram em um único prédio, o palacete da praça Dom Pedro II, no Centro da capital alagoana. Nem se sabe quantos servidores existem (se existem) no legislativo.

Qual a explicação para o destino deste dinheiro e em ano eleitoral?

Uma das prováveis pistas está em descoberta feita em outra operação, a Taturana: repasses a funcionários fantasmas e financiamento de campanhas eleitorais.

No ano de 2012, o deputado Olavo Calheiros denunciou que 80% do duodécimo da Assembleia “ninguém sabe para onde vai”.

Se usarmos esta porcentagem nos dias atuais, temos quase R$ 300 milhões- apenas este ano- indo para algum lugar. Mas qual? Fora os R$ 183 milhões “extras”…

R$ 300 milhões: o valor que os deputados desviaram da Assembleia, segundo as investigações da Taturana, para o próprio bolso.

É improvável que os órgãos estaduais cobrem a abertura da caixa preta da Assembleia. E levando em conta a apatia dos movimentos sociais e sindicatos quando o assunto é exigência de transparência do poder público, teremos ainda um longo período de silêncios.

E há muitos que não deveriam calar, e consentem.

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