O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Senado, senador Omar Aziz (PSD-AM), descartou a realização de alterações no texto que foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. A decisão estratégica visa garantir que a matéria siga diretamente para a promulgação assim que concluída a votação no Senado, evitando que o texto precise retornar para uma nova apreciação por parte dos deputados federais.
A aceleração do trâmite atende a uma forte pressão do Palácio do Planalto, que busca viabilizar a análise da proposta no plenário do Senado em tempo recorde. O governo trabalha com a perspectiva de articular a votação antes do período eleitoral, apostando no apelo popular da medida para constranger eventuais posições contrárias.
Nesse cenário, aliados governistas apontam que a proximidade com o pleito eleitoral torna arriscada a postura de senadores que tentarem barrar a matéria, conforme destacou o próprio relator ao afirmar que os opositores terão que assumir publicamente a oposição ao projeto.
Para dar celeridade ao processo, Omar Aziz planeja apresentar seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já nesta quinta-feira (27). A expectativa da liderança do colegiado, presidido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), é deliberar sobre o parecer durante o esforço concentrado de votações previsto para a próxima semana.
Caso a oposição recorra a um pedido de vista para adiar as discussões, a articulação governista estuda utilizar um recurso regimental que permite conceder um intervalo de apenas uma hora antes de retomar a sessão e realizar a votação na comissão, liberando o texto para o plenário na mesma semana.
Apesar do otimismo de interlocutores do governo, a aprovação célere ainda enfrenta resistências no comando do Legislativo. Aliados próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizam que a tendência atual é não pautar a votação final antes das eleições.
Para tentar reverter essa resistência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou uma reunião direta com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O encontro é visto como decisivo para destravar a pauta, especialmente após Alcolumbre ter destravado o envio da PEC para a CCJ na semana passada, encerrando um período de quase três meses em que a proposta permaneceu paralisada na Casa.
*Com Agências







