“Existem divergências na Câmara que precisam ser superadas”, diz o vereador Samyr Malta, ao confirmar ao Repórter Nordeste que, sim, quer ser candidato a presidente do legislativo da capital.
Houve um primeiro passo: Malta foi escolhido relator do plano diretor de Maceió. E a primeira audiência está marcada para o dia 29. O protagonismo desta discussão interessa gregos e troianos em Maceió: há muito dinheiro, poder e interesses em jogo, inclusive o destino dos bairros destruídos pela Braskem.
Para chegar aonde quer- presidente da Câmara- Malta precisa do apoio do prefeito Rodrigo Cunha.
Tem um obstáculo: Chico Filho, atual presidente, que não vai abrir mão de disputar a reeleição.
Uma fonte entre os vereadores informa quantos votos Chico Filho teria, se a eleição fosse hoje e não houvesse o apoio do prefeito: “Nenhum”, diz ele. E se houver o apoio de Cunha? “Ganha”.
Fato é que, fechadas as urnas, os vereadores enxergaram uma janela de oportunidades e se animaram para enfrentar Chico Filho: ele disputou a vaga para a Câmara Federal e obteve 34.871 votos. Superou a média de votação que obteve como vereador, mas ficou atrás do colega Kelmann Vieira- 55.668 votos.
A partir daí, percebeu-se que Chico Filho virou alguém que pode ser enfrentado. E vencido.
Mas até que ponto? A relação entre Chico e Rodrigo Cunha é muito boa, diz uma fonte na Prefeitura. E “time que está jogando e ganhando não se mexe”.
Até que ponto o prefeito pretende mexer em quem lidera um time que lhe trás as votações que ele quiser na Câmara?
Eis a questão.






