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O desmonte daquela e da outra Ufal

Uma felicidade diferente toma conta da minha vida, partindo de uma história pessoal liberta de alguns fetiches, quando consigo entender que o que a academia me ofertou, deve ser devolvido para a vida, a história; e ser feliz, custa apenas um pouco de coragem, sendo gente, e partilhando saberes nesta troca de vivência tão contínua quanto o nascimento e o ocaso do astro rei.

Mas foi necessário ir à academia, sim! Para ela pretendo ainda voltar. Foi lá que aprendi sobre os riscos de obedecer às normas do instituído com isenção de críticas e cismas. A academia me burilou os olhares, para muito além da manutenção de um cargo, emprego, representação social…

Eis a razão que me entristece, quando a academia se diminui diante da sociedade, endossando querelas egóicas, sacrificando discussões sociais grandes para defender umbigos, coisas que decididamente são menores, quando o desmonte da universidade pública já se materializa, em todo o Brasil.

Falar de sucessos isolados, quando a perda é coletiva, prenuncia uma triste alternativa para quem se agarra a um poder.

Não importa se há sensacionalismo ou não nas matérias que abordam as situações desfavoráveis da nossa preciosa UFAL, importa sim, saber que o governo atual é desumano, arcaico e comprometido com o capitalismo atrasado, ao ponto de inviabilizar a manutenção básica dos campi.

Importa saber que nosso bem público está sofrendo os reveses de uma política econômica que visa reduzir direitos conquistados e atravessar as possibilidades de mobilidade social, econômica, cultural… enfim, importa esclarecer e assim, mobilizar!

Uma das experiências tristes da minha vida foi ter ouvido uma ex-reitora dizer publicamente que ralhou com manifestantes que haviam ocupado seu magnífico gabinete porque eles não tinham lhe dado “bom dia”.

Senti a ferida de tirar o tensionamento natural deste enfrentamento, com discurso moralista, asséptico, ao modo burguês mais perfeito.

Não posso entender que a comunidade acadêmica desvie a rota da discussão posta sobre o desmonte da universidade pública encabeçado pelo governo de Temer, para decidir se as matérias locais foram ou não foram sensacionalistas.

Ao inferno o resultado desse chororô!

A academia que me fez e à qual respeito fala sem medo de pânico, de chiliques e outros senões, porque lida com a realidade, e o pensamento atua sobre o presente e o futuro possível.

Retomem o debate, ou se transformem em túmulos bem remunerados.

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