Há uma metodologia seguida por JHC, desde que era prefeito de Maceió: marcar distância com a imprensa. Quando era prefeito, proibia a presença de repórteres em inaugurações. Era um dos únicos no país a usar este expediente. Em compensação, cerca-se de influenciadores digitais.
Na TV Gazeta, JHC reativou sua rejeição com a imprensa: não apareceu na sabatina com os candidatos ao Governo. Também não se deve esperar que ele apareça em debates.
É uma posição estranha mas que encontra justificativa em tempos de redes sociais: gestores não aceitam os microfones da imprensa, preferem falar com suas bolhas. E este público apenas aplaude qualquer gesto ou iniciativa.
Nem sempre JHC foi assim. Quando era deputado estadual e depois federal, mantinha-se acessível e disposto a encarar as perguntas mais incômodas. Foi orientado a mudar os caminhos. Deu certo até agora. Pretende manter o modelo e se orienta pelas redes sociais, onde é imbatível.
Mas a realidade se impõe para além de emojis e likes. Quando JHC aceitará isso? Pelo andar da carruagem, nunca.
Mas para um candidato ao Governo de Alagoas, a repulsa pela imprensa soa estranha.







