As principais empresas de tecnologia, incluindo Meta, TikTok e YouTube, retiraram do ar as contas de redes sociais do candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos.
O bloqueio atende a uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), emitida nesta segunda-feira (31), que restringiu a propaganda eleitoral digital da chapa em perfis não declarados dentro do prazo legal à Justiça Eleitoral.
Em manifestação enviada à Corte, a Meta confirmou que tornou indisponíveis as páginas apontadas no Instagram e no Facebook, além de removê-las dos sistemas de recomendação de conteúdo e de preservar os dados das contas a partir do dia 7 de agosto.
A medida ocorre após Toffoli identificar indícios de “omissão estratégica” por parte da campanha, que originalmente havia registrado apenas um site e uma conta na rede X, apresentando outras 18 páginas de forma tardia.
Para o ministro, o atraso compromete a fiscalização das regras de propaganda.
Além do bloqueio dos perfis não declarados, a decisão judicial impôs sanções financeiras e operacionais à chapa, determinando a suspensão do repasse de recursos do Fundo Eleitoral, a proibição de uso de verbas já recebidas e o impedimento da participação de Renan Santos e de seu vice, Aroldo Medina, em debates e entrevistas.
As plataformas digitais também deverão fornecer relatórios detalhados à Justiça sobre alcance, anúncios e eventuais impulsionamentos pagos realizados pelas contas suspensas.
Em mensagem enviada a apoiadores por meio do aplicativo Valete Plus, o candidato lamentou as quedas progressivas de seus canais no TikTok, YouTube e Instagram, classificando o cenário atual como uma limitação drástica ao alcance de sua campanha.
Das contas apresentadas pela equipe ao TSE, apenas o site oficial da candidatura e o perfil pessoal do candidato na rede X permanecem em funcionamento nesta terça-feira (1º).







