Anunciado Ricardo Lewandowski como novo ministro da Justiça, ele deve- finalmente- fechar o leque de investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.
Quem pagou para matar os dois? Qual motivo?
O caso Marielle ajudou a mostrar- de novo- as relações entre a política, políticos e seus aliados espalhados nas instituições públicas.
E os esforços para que as investigações avancem lentamente ou paralisem explicitamente porque há rabos que se prendem a outros rabos e todos se puxam para ninguém cair no abismo.
Quando o tributarista Sílvio Vianna foi assassinado em Alagoas, ele cobrava impostos dos usineiros.
As instituições se uniram para não envolverem rostos e nomes de bem, com muitos bens.
De propósito, as apurações nunca alcançaram quem pagou para matar Vianna.
Assim foram outros crimes e seus tantos criminosos: o comandante da Polícia Militar que avisava ao deputado sobre operações em curso foi homenageado- não preso. O deputado que empregava seus matadores como funcionários da Assembleia morreu cercado de glórias- não preso.
O crime só compensa quando existe recompensa.
Dinheiro e influência protegem os amigos.





