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Nova política de JHC tem um recado para o servidor público

O servidor público será o mais sacrificado neste primeiro ano de João Henrique Caldas na Prefeitura de Maceió. Não há dinheiro em caixa nem para abertura de concurso nem para aumento salarial.

Há um “rombo” que foi deixado de herança pelo ex-prefeito Rui Palmeira: R$ 332 milhões, nas contas de JHC.

Pode ser que o Ministério Público investigue esse rombo; pode ser que JHC denuncie o rombo. Ou seja tudo ao avesso do avesso.

Fato é que a saída será cobrar mais as dívidas, melhorar os mecanismos de cobrança, cortar gastos.

O IPTU tem inadimplência de 50%.

A Previdência tem um débito de R$ 60 milhões, que pode chegar a R$ 65 milhões, com os juros. Terá de parcelar o passivo deixado por Rui e pagar o presente.

Cortar, cobrar, mirar o servidor são o museu de novidades da novíssima política.

Os serviços públicos que se preparem: mais postos e menos saúde; mais camelôs e mais cacete nas costas; mais clandestinos no trânsito e mais ameaças da SMTT e da PM.

Mudando para ser do mesmo jeito.

O arrocho é para que Maceió possa ter capacidade de tomar dinheiro emprestado dos bancos.

Ou seja: ter acesso a dinheiro, para obras mais volumosas, para que elas gastem mais dinheiro, atraindo mais dinheiro, endividando a cidade, empurrando os problemas fiscais para o futuro sem resolver a desigualdade social.

Onde está o povo nessa roda gigante?

Maceió tem mais buracos no Dique Estrada que na Ponta Verde; mais policiamento na Pajuçara que na Vila Brejal; mais esgoto despejado pelo Vale do Reginaldo que à beira mar da Jatiúca.

O prefeito JHC espera do Governo Federal um socorro aos cofres do município. O dinheiro virá?

Virá se o povo ficar onde está: longe das discussões sobre o futuro da cidade e apto a lhe arrancarem os ossos. Quando não houver mais pele para cortarem.

Ainda dizem que a nova política não é coerente… .

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