Por Larissa Vasconcelos
Na última quarta-feira (18) a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) divulgou em nota técnica os municípios que estão em situação de alerta para epidemia de Dengue. Durante 4 semanas, 71 cidades notificaram casos suspeitos, dentre essas, 9 (Arapiraca, Branquinha, Coité do Nóia, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Palestina , Palmeira dos Índios, Penedo e Rio Largo) estão em sobreaviso. A taxa de incidência de 100 e 300 casos por 100 mil habitantes é considerada alta.
Atualmente, o Ministério da Saúde adotou a nova classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que define a dengue em três tipos: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. “O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento. O perigo consiste na dengue hemorrágica, pois há a possibilidade de o paciente apresentar um quadro de choque, caracterizado pela pressão arterial muito baixa, acompanhado de outras complicações”, explica a clínica geral Carla Santana.
Para o estudante João Ancelmo a experiência com a doença foi péssima. “As dores no corpo eram horríveis e a febre debilitava muito. Inicialmente confundi com gripe, mas logo percebi que não era porque começaram a aparecer manchas vermelhas pelo corpo. Suspeitaram de hemorrágica, mas não foi confirmada como tal, fiquei assim mais ou menos por 7 dias”, declara. A universitária Cynara Souza sustenta opinião similar, a desidratação foi o seu maior problema. “Achei que era uma virose devido aos sintomas parecidos. Minhas plaquetas estavam muito baixas, então foi detectado dengue. Recebi soro na veia, porque eu estava muito desidratada. O importante é beber bastante água. Tive que beber 40 copos de água por dia”, relata.
Até o dia 16 de Junho, 95 dos 102 municípios alagoanos notificaram aproximadamente 6 mil ocorrências de suspeitos de dengue. Em comparação ao mesmo período em 2013, que registrou cerca de 6,5 mil casos, há uma redução de 11,08%. Já em relação às suspeitas com sinais de alarme e dengue grave, foram registradas 137 ocorrências, representando um aumento de 114,06% comparado ao ano de 2013, com 64.
Segundo planilha de pesquisa da Sesau, Alagoas manteve-se em estado de alerta por 10 anos, 2010 teve o maior número de contágio e, somente em 2003 o índice foi satisfatório. “Para o controle do mosquito é necessário que os gestores adotem medidas nos ambientes públicos, como limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias, bem como recolhimento regular de lixo. Além disso, ressalta-se a importância do envolvimento da população na adoção diária de cuidados no acondicionamento do lixo, armazenamento de água e eliminação de recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito”, aconselha a Sesau em nota técnica.







