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Movimento de Mulheres sergipano teria abalado a estima da Damares?

A questão gênero é ponto delicado em nossas lutas, mas a atuação arcaica da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves não inspira a menor sororidade, e muitas mulheres protestam contra seus posicionamentos e não se sentem representadas por ela.

Conhecida por declarações estapafúrdias, a ministra se tornou uma das mais bem sucedidas geradoras de cortinas de fumaça no governo Bolsonaro,mas essa charada já foi compreendida e seus discursos já não surtem muito efeito.

Para voltar ao topo midiático apelou para a invenção de um pedido para sair do governo, um dia após ter sido rechaçada no Nordeste, quando foi receber o título de cidadã sergipana e aracajuana, na Assembléia Legislativa de Sergipe.

Trocando em miúdos, Damares foi recebida por dois tipos de públicos, o politiqueiro, que a recebeu do lado de dentro da ALESE e os movimentos representativos da sociedade civil, que não deram trégua em nenhum instante durante a solenidade, repudiando o ato político desterritorializado.

O depoimento abaixo explica melhor o possível mal estar da ministra, que quase alegrou o país com a declaração de saída do governo, mas infelizmente, como tem sido marca das equipes de Bolsonaro, voltou atrás.

O texto abaixo mostra que há resistência!

“A Ministra Damares Alves não dormirá hoje (02 de maio de 2019), e se arrependerá de ter pisado os pés em Sergipe, apesar de ela dizer em entrevista que pretende morar aqui.

Um grupo de mulheres e também jovens homens desestabilizaram a cerimônia de entrega de título de “cidadã” sergipana para ela.

Não demos trégua, do início ao fim do ato.

Ela adentrou o Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe – ALESE debaixo de vaias, cartazes e faixas com frases expressando nosso protesto, palavras de ordem de “fora Damares”; “não nos representa”; “em defesa de todas as vidas”; “não existe vida sem democracia”; “Sergipe não elegeu Bolsonaro”; “machistas, facistas não passarão”; “sua Bíblia não é nossa constituição”, dentre outras.

Os discursos foram abafados pela manifestação do movimento de mulheres, inclusive o da Ministra, que foi inaudível e curto, caracterizando conclusão antes do previsto.

Durante a solenidade distribuímos o Manifesto “Mulheres em Defesa de Todas as Vidas”.

Ao término, gritamos Lula Livre e descemos da galeria de mãos dadas, bradando: ninguém solta a mão de ninguém!

Já no hall de entrada deitamos os cartazes, fizemos uma roda e entoamos com muito gosto, em alto e bom som, o hino que caracterizou o movimento feminista no Ato Internacional do “Ele Não “, na campanha eleitoral de 2018, contra Bolsonaro. “Uma manhã, eu acordei, e ecoava ele não, ele não, não, não! Uma manhã, eu acordei, e lutei contra o opressor! Somos mulheres, a resistência, de um Brasil sem fascismo e sem horror! Vamos à luta pra derrotar, o ódio e pregar o amor”!

Quando nos juntamos, ninguém nos derruba!

Um dia feliz, de força e resistencia! Só a luta nos garante! Até a próxima batalha!

Grande abraço, Pureza Sobrinha – União Brasileira de Mulheres – UBM/Sergipe.”

Respostas de 2

  1. Perfeito não abaixaremos nossas cabeças, quero segurar as mãos de vcs, essa mulher é repugnante horrível, sem traços de inteligência como todos neste governo, a educação tão massacrada neste país, vai sobreviver nós vamos sobreviver, afinal é isso que o brasileiro faz a mais de 500 anos, sobrevive a tiranos. Obrigada a todos, quando vejo essa resistência à esperança renasce. Viva a democracia, viva a educação, viva livre pensamento.

  2. Se homenageiam entre eles, como se o povo não tivesse que validar isto.. acham que são realeza, excluindo a plebe. Pois vão cair das nuvens! Porque as mulheres estão se levantando, e nós somos cérebro e coração, ninguém segura mais. Cada uma de nós que morre por ser mulher, está deixando um legado de dor e verdade, que nós transformamos em força para a luta.

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