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Morte, vida e liberdade

Não haverá como apartar esta haste pendente da raiz, não será possível convencer a quem não teme a morte sobre uma vida infeliz!

A raiz da morte é a vida!

O caule que segura sonhos de liberdade é intimamente ligado ao transcendental. Parece aprisionado mas é pertença etérea, sutilmente manifesta na matéria.

Nós espíritos, energias de andanças e semelhanças construtoras!

Resgate amparado na materialidade sequiosa, na investida faminta, sob as vestes do desejo!

Animalidade prazerosa naturalmente composta de pertenças químicas e azares do mundo.

Existir é um mergulho profundo, de olhos abertos em náuseas ou jactâncias íntimas!

Não haverá como apartar o prazer do corpo, a poesia da alma, a liberdade dos traumas causados pela obediência.

É ciência!

Paciência, paciência! Voar é pura transcendência!

Crescer é fruto desta desobediência poética liberta da métrica.

Ser feliz é partilhar rasantes e quedas sem esquecer a pendência florida da haste que nos alimenta!

 

 

Uma resposta

  1. Simplesmente divina cada letra da poesia MORTE, VIDA E LIBERDADE. Ouso, em sinal de respeito, transcrever, um texto de nossa lavra:
    A MORTE É A COISA MAIS BELA DA VIDA.

    Todos fugimos dela, porque não a entendemos, nem percebemos a sua preciosa utilidade.

    A morte equilibra a vida, não permitindo que os tolos e ignorantes vivam eternamente, nem que os bons e altruístas carreguem seus corpos até ao infinito.

    Ela não esquece ninguém.

    Ela não toma partidos nem posições sociais, nem se deixa corromper por nada. Não há dinheiro que a “compre”, visão política que a influencie ou religião que a domine.

    Ela acaba com ódios, guerras e ilusões de poder.

    Ela destrói egos e superioridades, apaga todos os “status” e todos os nomes.

    Ela quebra divisões e sepulta toda a ignorância num ápice, devolvendo o equilíbrio ao mundo. Sem ela, a vida era impossível. A morte é bela por si só, porque permite a renovação de tudo.

    Expõe os idiotas e revela futilidades.

    Chega a todos de igual forma, sem esquecer ninguém. Embora muitos a odeiem, ela ama a todos e nunca esquece um filho seu. Podem viver esquecidos dela, mas ela não esquece ninguém.

    Ela é silenciosa e observadora, mas nunca esquecida. Ela é o agente equilibrador de tudo.
    A MORTE É A COISA MAIS BELA DA VIDA.

    By

    AISJ

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