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Mito dos patriotas bonzinhos mostra jornalismo conformista

Parte da imprensa banalizou os atos antidemocráticos. E no mundo paralelo das histórias rocambolescas, construiu o mito dos patriotas bozinhos, pessoas inofensivas em luta pela nação.

No TikTok, a alma dessa gente aparece sem maquiagem: baba ódio e alguns assumem estarem armados contra o comunismo. Em verdade, querem mesmo licença para matar qualquer um que lhes diga ‘não’.

E as instituições não tiveram força de lhes dizer este ‘não’ desde o princípio. Um empresário foi preso em Brasília com bombas e plano para explosões e caos. Se os atos antidemocráticos tivessem sido sufocados, jamais ele sairia de carro do Pará com armas e bomba. E sem ter sido flagrado pela polícia.

Ou será que foi e deixaram ele seguir adiante?

Acreditava-se que existia algum acordo com terroristas. Não existe. Mas apareceu um tipo de jornalismo se tornando comum, abobalhando profissionais, negando o real e misturando as narrativas com quem testemunha e endossa o caos.

Após deixar a presidência, Bolsonaro vai passar férias de uns dois meses nos Estados Unidos. Seus crimes, os pedidos de impeachment contra ele, tudo isso está na linha da vulgaridade. Bolsonaro se mostra um personagem comum, o que não é. É um criminoso montando um plano de fuga em torno de uma anistia injustificável e na cara de todo mundo.

Este tipo de jornalismo compra esta narrativa, mas não de graça.

 

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