Autoridades da área de segurança pública em Alagoas são as principais responsáveis pelo atropelamento de seis pessoas nesta quarta-feira (7), em Mata Grande.
Porque, segundo a polícia, o incidente aconteceu após Plínio Cleiton Barbosa invadir um grupo político contrário ao dele, com carro dirigido por ele e ferir as pessoas. Ele deve ser indiciado por tentativa de homicídio.
Mas, representantes da segurança pública alagoana deveriam ser responsabilizadas, no mínimo, por omissão porque decisão, de 1 de setembro, assinada pelo juiz João Dirceu Soares Moraes (de Mata Grande, mas também responsável pelas eleições de Inhapi e Canapi), alertava que, nos três municípios, há “limitação das forças públicas locais”.
O magistrado revelava preocupação quanto a suposto confronto entre dois grupos políticos em Canapi, conforme mostrou o blog na semana passada. Por isso, determinou que uma das caminhadas não acontecesse no mesmo dia de um “arrastão” (como foi apelidada a outra caminhada, de outro grupo político).
“Outrossim, diante da limitação das forças públicas locais, foi estabelecido que os adversários políticos não realizariam atos de campanha naquelas datas, ainda que em localidades distintas, tudo com o objetivo de coibir incidentes”, disse o magistrado.
Principal liderança política nas três cidades, o prefeito Celso Luiz (Canapi) foi afastado do cargo há três semanas por determinação judicial, após a descoberta de casos de corrupção envolvendo o gestor. Ele desistiu de ser candidato e apoia Madson Paulino (PMDB), que enfrenta Vinicius Filho de Zé Hermes (DEM).






