Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, o desembargador Alfredo Gaspar de Mendonça – avô do relator da CPMI do INSS Alfredo Gaspar – foi colocado em uma arapuca, montada pelo presidente da ditadura Castelo Branco.

Gaspar-avô era advogado do governador alagoano Muniz Falcão, que sofreu processo de impeachment em 1957- o episódio que terminou no histórico tiroteio dentro da Assembleia Legislativa, matando o deputado Humberto Mendes.
Alfredo Gaspar conseguiu, na Justiça, reverter o impeachment, recolocou Muniz no Governo. Pelo gesto, ele indicou o advogado como desembargador.
Anos depois, em 1965, Muniz disputou novamente o Governo e foi o mais votado. Mas era alguém que não interessava à ditadura militar.
O presidente Castelo Branco cria que, se Muniz fosse empossado, Alagoas viraria um foco da esquerda e do comunismo no Nordeste- levando em conta que Muniz era de esquerda.
Foi, então, que se deu o inusitado: o presidente enviou a Alagoas um emissário para conversar com o presidente do TRE, que era Alfredo Gaspar. E o emissário não gostou do que ouviu de Gaspar-avô.
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