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Livre pensar em poesia

Minha especialidade não será vender interpretações.

Minha prioridade não será dizer o que o público ordenar.

Sem ambição de aplausos não perco, não lamento e não desabo.

Eis o troféu liberdade!

Ontem fui luta de sangue, encolhida no canto da sala quando adentrava a casa. Minha entranha invadida ensinou que a prova seria sobreviver.

Em sobrevida precisamos renascer.

Benevolência da mediocridade não tem resposta válida para espírito em refazimento. Carícias falsas e louvores decrépitos não são toques divinos, não são o que se pretendem e geralmente traem o que anunciam.

Quem promove o parto secundário é a luz! Nascendo na iluminação dos olhares encontramos distância da ilusão, e vivendo no mundo, podemos optar em pertencer-lhe ou não.

Eis a vaga solitária que quebra na areia da alma, em posse de plenas madrugadas! Raia o novo dia sobre o beijo das marés, caem as pétalas defasadas.

Hoje sou pétala renascida entre espinhos, tênue corpo a movimentar uma pauta de inserção, em anônimo broto.

Deus é mavioso pássaro que trina distante, sempre à frente mostrando o caminho seguro. Liberdade é passaporte de passagem pelo mundo das formas, para nele fluir.

Na bagagem nenhuma hipocrisia nem pressa de evoluir.

Abençoando estradas largas não hesito em tomar o atalho que afasta a presença amarga do mal.

Livre impulso de sonhadora!

Sonho pulsante de livre pensadora!

Oh Deus, ah Deus!

 

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