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Lista de medos do Bolsonaro cresce: agora são os cientistas sociais

Jair Bolsonaro justificou o corte no orçamento para cursos nas áreas de Ciências Humanas.

Segundo ele, é de bom tamanho que o brasileiro saiba ler, escrever e fazer conta.

Bolsonaro não é um estadista. Ele é o que existe de mais antigo entre os senhores de engenho no Brasil colonial e que se imaginava estar eliminado no Brasil do século 21.

Bolsonaro não quer interatividade nas áreas de conhecimento. Nem quer jovens e velhos unidos para a construção de um novo Brasil.

Ele quer uma sociedade igual a ele- subserviente, amesquinhada, triste.

O presidente tem medo dos alunos de ciências humanas. Tem medo dos nordestinos. Tem medo dos gays.

Tem medo de sair às ruas. Tem medo de passear no saguão dos aeroportos. Tem medo de eventos públicos.

Bolsonaro tem medo dos próprios filhos, que se odeiam, andam armados e disputam a posse de um quase-idoso na cadeira presidencial.

Ele quer o Brasil transformando nossas mulheres em prostitutas para europeus. Como na Colônia.

Censurou um comercial do Banco do Brasil onde existiam gays, negros e transexuais. Uma forma de negar-lhes identidade, como na Colônia se faziam com os negros pós-Abolição e obrigados a permanecerem nas fazendas dos seus senhores para não morrerem de fome.

Eles estavam livres mas sem direito de serem gente.

Bolsonaro não tem mais o comando de nada. Rodrigo Maia percebeu. O Mourão também.

Um movimento internacional quer negar a presença dele em hotéis e restaurantes.

Isso vai crescer. Do mundo, Bolsonaro ganhará o desprezo, a apatia.

Seus opositores já são maiores do que ele lá fora. E farão ainda mais barulho.

E sobrará ao presidente ficar preso em Brasília. Menor que o cargo.

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