Mais novo falante compulsivo do mandarim, Paulo Dantas também pode ajudar a compartilhar as experiências que aprendeu, na apoteótica viagem ao país asiático.
Ou ficar satisfeito com a gravata que ganhou de Dilma Rousseff, convenhamos uma iniciativa de pouquíssima relevância social numa sociedade destroçada pela fome e pela miséria.
Aliás, educação é política de estado na China. O sistema incentiva o ser humano a enfrentar, com capacidade, as demandas mais exigentes do mundo capitalista.
Na Alagoas pré-capitalista, os usineiros ganharam do governo R$ 1,6 bilhão em isenção fiscal, 24% da arrecadação do ICMS prevista. Um escândalo que por certo não carrega interesses investigatórios por parte, por exemplo, do Ministério Público.
Falando nisso, na China, fome e pobreza estão erradicadas há décadas.
Alagoas tem um fundo estadual de combate à pobreza e, mesmo assim, troca comida por voto em qualquer eleição.
Ao contrário do sistema chinês, as elites alagoanas aprenderam a sobreviver sem o povo. É uma democracia que promove a desigualdade, institui um sistema de castas. Quem não tem sobrenome ou dinheiro, está com o destino pré-determinado, incluindo as próximas gerações.
Como alcançar a justiça social nestas condições?
Governador, Divaldo Suruagy manteve os privilégios dos usineiros mesmo com servidores públicos cometendo suicídio por meses de salários atrasados.
Paulo Dantas, por enquanto, não abriu mão de proteger quem não precisa de proteção.
Já está óbvio que esta Alagoas do atraso precisa ser superada.





