A candidatura do professor, historiador e jornalista Alexandre Fleming (UP), ao Senado recebeu mais um apoio de projeção nacional. Desta vez, Leonardo Péricles, presidente nacional da Unidade Popular e candidato à Presidência da República em 2022, manifestou apoio à eleição de Fleming para uma das duas vagas de Alagoas no Senado Federal.
Léo Péricles é o terceiro ex-presidenciável a apoiar publicamente a candidatura. Antes dele, Heloísa Helena, liderança da Rede Sustentabilidade e candidata à Presidência da República em 2006, e Luciana Genro, do PSOL, que disputou o Palácio do Planalto em 2014, também haviam declarado apoio a Fleming.
A convergência das três lideranças, vinculadas à Rede Sustentabilidade, ao PSOL e à UP, fortalece Fleming como candidato ao Senado da esquerda alagoana. Os apoios ampliam ainda a dimensão nacional de uma candidatura que se apresenta como alternativa aos acordos entre os grupos políticos tradicionais que dominam o estado.
Presidente nacional da UP, Leonardo Péricles construiu sua trajetória nos movimentos estudantil e de luta por moradia. Negro, trabalhador e morador de ocupação urbana em Belo Horizonte, tornou-se em 2022 o primeiro candidato da UP à Presidência da República. Sua campanha defendeu um programa voltado à organização popular, ao combate à fome, ao racismo e às desigualdades, além da garantia de moradia, emprego, educação e saúde públicas.
Para Fleming, o novo apoio confirma a unidade política em torno de uma candidatura que não está subordinada às estruturas tradicionais de poder.
“Receber o apoio do companheiro Léo Péricles, presidente nacional da Unidade Popular e ex-candidato à Presidência da República, representa uma grande honra e uma enorme responsabilidade. Léo é uma liderança construída nas ocupações, nas periferias e nas lutas concretas do povo brasileiro. Esse apoio reafirma que nossa candidatura ao Senado não é um projeto individual, mas parte de uma construção coletiva para colocar a política a serviço dos trabalhadores e enfrentar as oligarquias que controlam Alagoas”, afirmou Fleming.
Entre as principais bandeiras defendidas pelo candidato estão o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, a taxação das grandes fortunas, a valorização do salário mínimo e dos serviços públicos, a defesa da educação e da saúde públicas, a reforma agrária, o direito à moradia e a geração de empregos com direitos.
Fleming também propõe ampliar a fiscalização sobre o sistema financeiro, enfrentar os privilégios dos bancos, investigar operações que coloquem em risco recursos públicos e previdenciários e transformar o mandato no Senado em uma tribuna permanente de denúncia e mobilização popular.
A candidatura incorpora ainda o enfrentamento ao racismo, ao feminicídio e a todas as formas de opressão, além da defesa da juventude, da população negra, das mulheres, dos povos indígenas e da população LGBTQIAPN+.
No cenário alagoano, Fleming sustenta que a eleição para o Senado precisa romper com a reprodução de mandatos familiares e com os acordos entre grupos que se alternam no poder, mas preservam a concentração da riqueza, da terra e da representação política.
“Alagoas não pode continuar escolhendo apenas entre representantes das mesmas famílias e dos mesmos interesses econômicos. Nossa candidatura representa quem trabalha, quem estuda, quem vive nas periferias, quem depende dos serviços públicos e quem nunca teve voz no Senado. É tempo de vencer as oligarquias e construir uma representação verdadeiramente popular”, concluiu Fleming.
Com os apoios de Heloísa Helena, liderança da Rede Sustentabilidade, Luciana Genro, do PSOL, e Leonardo Péricles, presidente nacional da Unidade Popular, além da adesão de parlamentares, sindicalistas, professores, movimentos sociais e militantes, Fleming amplia sua capacidade de diálogo e se firma como polo de unidade da esquerda alagoana na disputa pelo Senado.







