O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) registrou credenciamento de 3.300 pessoas, que solicitaram acompanhar presencialmente as sessões que envolvem acusações de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A quantidade de pedidos surpreendeu até mesmo os servidores do tribunal, que precisaram montar uma estrutura especial para lidar com o interesse público.
A ação penal investiga Bolsonaro e diversos aliados, como Mauro Cid, Braga Netto, Anderson Torres e Augusto Heleno. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria articulado um plano para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder, por meio de medidas que incluíam a disseminação de desinformação e a elaboração de minutas golpistas.
As sessões estão marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, que já conduziu outras investigações relacionadas aos atos antidemocráticos de janeiro de 2023.
Apesar do grande número de interessados, apenas 150 pessoas poderão assistir a cada sessão presencialmente, totalizando cerca de 1.200 vagas. Para atender à demanda, o STF instalou telões externos, reforçou a segurança e organizou um sistema rigoroso de controle de acesso. Além disso, mais de 500 jornalistas foram credenciados, incluindo representantes da imprensa internacional.








