Após anos pregando golpe de Estado e liderar a matança de 700 mil pessoas na pandemia (com provas levantadas pela CPI da COVID), Jair Bolsonaro prega a democracia. Escolheu até a Folha de São Paulo para escrever (?) uns rabiscos a la Montesquieu e nesta quinta defendeu a pacificação do Brasil, após um bolsonarista fanático explodir uma bomba em Brasília.
Bolsonaro vive sob o fantasma da prisão. Nas redes sociais, o lobo veste pele de cordeiro. No fundo, deseja o caos. Porque o caos estimula os reacionários (“ah, no passado era melhor”). No caso de Bolsonaro, o passado é a ditadura, o sangue derramado.
O comportamento das instituições brasileiras com Bolsonaro é o pior possível. Ao demorar em isolá-lo do convívio social e colocar em pauta anistia a vândalos que destruíram prédios públicos na capital federal, elas colocam a sociedade sob tensão.
Mais um lobo solitário e também bolsonarista agiu para matar muita gente. De novo, tivemos sorte. Será assim na próxima?





