Em minha pesquisa para conclusão de curso, analisando a autobiografia de Graciliano Ramos, no livro Infância, deparei-me com entraves característicos da Republica que raiava, sob a compreensão de pesquisadores e historiadores como Sergio Buarque de Holanda e Élcio Verçosa.
Curioso, porém, tem sido constatar, na prática, que vários deles ainda persistem. Se não legalmente, na legitimidade empírica da vida cotidiana.
O frenesi do acesso às informações públicas me fez franzir um pouco a testa, enquanto questiono, será que os atendentes, secretários e assessores de nossos órgãos públicos estão assistindo tv neste instante?
Sim, eles são muito importantes para a sequência de avanços nesse processo.
A praxis alagoana de receber mal quem busca direitos é amplamente conhecida. E a função estratégica de funcionários (que figuram como leões de chácara em determinadas instituições) é fundamental.
Obviamente temos estendido a compreensão aos pormenores ideológicos que permeiam as relações eivadas de coerção e premiações.
Contudo, insistimos em registrar que os caminhos de quem procura direitos civis e políticos em Alagoas são duplamente tortuosos: acesso dificultado e perseguição sistemática, sob o silenciamento corporativo das instituições locais.
Por essa razão, apelamos para o público leitor/eleitor a assunção da responsabilidade do voto confiado a cada pleito eleitoral.
O atual contexto alagoano favorece, deveras, as atitudes da ortodoxia recrudescida na punição de quem é cidadão ou cidadã integralmente.
Sem a libertação da consciência, nem mesmo a lei pode mudar uma realidade perversamente construída.





