Recordo que tinha pouco mais de 16 anos quando fiz meu primeiro curso sociopolítico. Foi lá que a encontrei e estudei com paixão e verdadeiro afinco, pelas paisagens que me descortinava na mente embotada pela violência interiorana, entre a qual cresci, com condenações de mulheres, pretos e pobres. Li entendendo o sentido da palavra Ideologia.
Como não sair apaixonada, e aos 17 anos assumir posicionamentos políticos na cidade de vinte mil habitantes, zona canavieira de Alagoas, pagando juros impagáveis por uma vida inteira? Sim, eu me tornei consciente do ser político e entendi que ideologia é também o que gera o “amém” do cristão diante da crucificação do outro.
Fui vendo e sentindo, que aquele ditado “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” tinha mais sentido em política do que nas matas, onde os bichos que assustavam a infância estavam escondidos, com medo do extermínio.
Entender as ciladas sociais ideologicamente montadas é essencial para nos humanizar. Pois existe um sistema de domínio atuando com mão de ferro sobre as nossas mentes, através do alimento ideológico que consumimos. Assim se estruturam famílias, escolas, igrejas, guetos, e tudo o mais. O lastro da mentalidade orientadora é semelhante as colunas que sustentam o peso de grandes estruturas e nem sempre são observadas.
Desse modo, como acreditar em algo que se autodefina “sem ideologia”? Seria como acreditar que as lendas da infância podem ser materializadas e encontrar um lobisomem na esquina.
Não é possível existir socialmente sem ideologia. Por essa razão, os que pregam a morte da ideologia sabem a qual tipo de ideologia estão se referindo, e por não terem a coragem de assumir publicamente que defendem a ortodoxia, o abuso da força, a manipulação dos poderes, a destruição do divergente, do diferente, do espírito de livre manifestação…atuam travestidos de protetores! E o são. Protegem interesses estanques, de grupos territorializados no andar de cima, que tudo fazem para não perder o controle das massas.
Sim, estamos vivendo no “mundo cão”. Não se referindo aos caninos, amorosos e amigos, mas aquela alegoria de chifres e olhos vermelhos de ódio, que tão utilizada já foi para dominar pelo medo, na manipulação religiosa das crenças humanas.
Por trás da decadência que leva um pai a matar seu único filho que aderiu à ideologias de lutas sociais, está aquela ideologia da intolerância fundamentalista, ferindo a vida, destruindo o sonho e semeando sofrimento.
Neste momento de embates ideológicos, sejamos aqueles e aquelas que semeiam mais poesias, aclarando a escuridão discriminatória, com conhecimento e atitudes humanas, respeitando o que precisa ser respeitado e afrontando o que merece ser afrontado, de mãos dadas, cercando e abraçando o mesmo Brasil, com cada vez mais amor.
Essa Ideologia me guia.





Uma resposta
INVASÕES VERSUS OCUPAÇÕES OU 31 ANOS DE ENGODOS E ENROLAÇÕES!
Joilson Gouveia*
As carpideiras sinistropatas atoleimadas, de todos os cinquenta tons de escarlate, na sua praxe contumaz e contumácia de suas dissimuladas, sub-reptícias e subliminares cantilenas, latomias, ladainhas e litanias de sempre (que bradam suas bravatas e bazófias mendazes e ardilosas de “lutarem em defesa da democracia, dos direitos e liberdades do povo, mormente dos trabalhadores – como se fora isso possível nas tais “democracias” socialistas/comunistas) estão em polvorosa, esbaforidas, indignadas, assustadas e aterrorizadas porque uma quase centena ou mais que isso de brasileiros patriotas nacionalistas, integralistas e intervencionistas marciais ou saudosistas dos áureos tempos tranquilos, seguros, pacatos, profícuos, proficientes, progressistas e evolucionistas do período que a esquerdALHA pecha de ditadura-militar ou “sombrios, obscuros e tenebrosos anos de chumbo” – para eLLes; claro! – cometeram uma “invasão” ao plenário Ulisses Guimarães, da “casa do povo”!
O velho Ulisses (“velho sim, velhaco jamais”!) sempre estivera certo: “o político só teme mesmo ao povo nas ruas”!
Aliás, destaque-se: muitos foram presos nesses tempos “sombrios” e, agora, na “democracia”, também! Daí serem contra os patriotas castrenses! É o regime ou o caráter: mau-caratismo?
Eis que exigem que “os invasores sejam decapitados”, pois ameaçam à democracia! – http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/11/democracia-ameacada-como-se-nao-vivemos.html.
É, pois, ressabido, consabido, público e notório, pelo menos a todos que tenham o mais mínimo conhecimento histórico verdadeiro e real dos fatos e realidade desses 21 anos, que o Brasil passou a ser a oitava economia e a sétima potência mundiais quando gerido, governado e administrado pelos honrados, honestos, decentes, probos e dignos homens de bem e de caráter: os saudosos castrenses! Que Deus os tenham!
Nenhum deles se serviu, se locupletou ou enriqueceu do Erário, do Estado ou do Governo e Poder – quase todos morreram pobres e de seus pífios, irrisórios e soldos, sendo preciso fazer vaquinhas para seus funerais! Já sobre os da tal redemocratização todos estamos vendo no noticiário policial!
As carpideiras lamuriosas os adjetivaram de vândalos, violentos, invasores e depredadores do patrimônio público, coisas que os “pacíficos, urbanos, tolerantes e democráticos movimentos sociais jamais foram nem serão conquanto no legítimo exercício de seus direitos democráticos de livre mobilidade, manifestação e expressão de seus pensamentos, ideias, ideais e ideologias”! Seria risível senão hipocrisia cínica! Aliás, que o diga aquele repórter global que quase virou seu próprio nome no plural: cacos ou pedaços e retalhos humanos!
As tais abjetas “ocupações” (nunca invasões) escolares por secundaristas e universitários avessas à “PEC da morte ou PEC 55” (uma réplica exata da PEC 241, da lavra deLLa, Joaquim Levy e Nelson Barbosa) já vitimaram, imolaram e ceifaram uma jovem vida! Mas “estão no exercício de seus direitos”; dizem eLLes! Patifes! Esbulhadores, vândalos e cínicos usuário de drogas!
Em suma, com efeito, pode-se inferir sem medo de equívocos, falhas, enganos ou erros e idiossincrasias, não estamos nem vivemos numa Democracia e sim numa cleptocracia vermelha com mais de cinquenta tons de escarlate! Ou não?
Toda celeuma, quizila e imbróglio ou busílis é o recrudescente avanço correto, direto e direito de uma proba Direita adormecida, despertada e desperta, depois de 31 anos de engodo, ardis e logros mendazes! Temos dito, repetido e reiterado: urge endireitar nossa querida Pátria Amada Brasil!
Brasil, acima de todos e de tudo!
Abr
*JG
P.S.: duas vítimas dessa tal “ideologia”, né?