Conheça o Hospital Municipal que atende 77 cidades em Alagoas

Levantamento do DATASUS revela que unidade de Pilar realizou mais de 11 mil procedimentos hospitalares pelo SUS e recebeu pacientes de praticamente todas as regiões do estado. Internamentos e Cirrugias ano 2021 a Maio 2026 2.pdf

Enquanto boa parte da discussão sobre saúde pública continua concentrada nas grandes cidades, um dado oficial do Ministério da Saúde chama atenção em Alagoas.

Entre janeiro de 2021 e maio de 2026, o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Pilar, realizou 11.313 internações e procedimentos hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desse total, milhares de atendimentos foram destinados a moradores de outras cidades, alcançando pacientes de 77 dos 102 municípios alagoanos. Internamentos e Cirrugias ano 2021 a Maio 2026 2.pdf

Os registros do DATASUS mostram que moradores de cidades da Região Metropolitana, da Zona da Mata, do Agreste, do Litoral Norte e até do Sertão buscaram atendimento na unidade, entre elas Maceió, Rio Largo, Marechal Deodoro, Satuba, Atalaia, Delmiro Gouveia, Maragogi, Pariconha, Olivença, São Miguel dos Milagres e Viçosa.

Para Renato Filho, os números revelam uma realidade que merece entrar na agenda estadual.

“Quando uma cidade do interior começa a atender pacientes de praticamente todo o estado, ela deixa de prestar apenas um serviço municipal. Ela passa a contribuir com toda a rede pública de saúde de Alagoas.”

Renato destaca que esse resultado não aconteceu por acaso. Segundo ele, foi consequência da reestruturação da saúde pública de Pilar, com investimentos contínuos na modernização do hospital municipal, ampliação da capacidade de atendimento e fortalecimento dos serviços, contando também com recursos destinados por meio de emendas parlamentares da deputada estadual Fátima Canuto.

Na avaliação do ex-prefeito, a experiência de Pilar reforça a necessidade de ampliar a regionalização da assistência hospitalar.

“O SUS funciona melhor quando a estrutura está distribuída pelo território. Quanto mais hospitais preparados existirem no interior, menor será a pressão sobre os grandes centros, menores serão as filas e mais rápido o atendimento para a população.”

Renato afirma que essa experiência foi justamente o que motivou a construção do Hospital do Futuro.

“O Hospital do Futuro não nasceu para substituir o hospital existente. Ele nasceu porque o hospital atual mostrou que tinha capacidade de atender uma demanda que ultrapassou as fronteiras de Pilar. A nova estrutura permitirá ampliar especialidades, realizar mais procedimentos e atender ainda melhor uma população que já vem de todas as regiões de Alagoas.”

Para ele, o caso de Pilar demonstra que investir na saúde do interior não beneficia apenas um município, mas fortalece toda a rede estadual do SUS.

“A grande discussão não é sobre um hospital. É sobre um modelo. Se uma cidade do interior conseguiu ajudar pacientes de 77 municípios, imagine o impacto que Alagoas pode ter fortalecendo outros polos regionais de saúde.”

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