O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o vice, José Thomáz Nonô (DEM), conseguiram enterrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa- uma resposta ao deputado João Henrique Caldas (PTN), visto como “inimigo” do Governo, por estar próximo dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB)- opositores do grupo político que manda no Palácio República dos Palmares.
A vitória de Vilela e Nonô foi vista em lances nesta semana. Desde terça-feira (12), que o deputado Jeferson Morais (DEM) não aparecia na Casa de Tavares Bastos. A oposição contava com a assinatura dele, na CPI da Assembleia. Sumiu. Pressionado, Joãozinho Pereira (PSDB) disse que os deputados deveriam “tomar vergonha na cara”.
“Temos que tomar um novo Norte e isso só será possível com transparência. Eu vou fazer a minha parte. Vou fiscalizar”, disse. Mas, não assinou o pedido de CPI. Timóteo Correia (DEM) era rubrica certa para a oposição apresentar o pedido de investigação na Casa de Tavares Bastos. Decidiu não fazê-lo.
A dupla Vilela-Nonô agiu de forma rápida. Os dois identificaram que uma CPI seria palanque para Renan e Collor a um ano das eleições, quando a ordem é fechar as contas do Governo sem polêmicas ou problemas.
É uma discussão em meio aos extratos bancários- obtidos por JHC- via Caixa Econômica Federal das contas da Casa. Na quinta-feira (15), o procurador-Geral de Justiça, Sérgio Jucá, instaurou inquérito para apurar supostos indícios de corrupção: fantasmas na folha de pagamento, comissionados que moram em outro continente e “batem o ponto” diariamente na Casa de Tavares Bastos.
Só que uma semana após contratar o novo procurador-Geral da Assembleia Legislativa, advogado Fábio Ferrário- para dar ares de legalidade aos atos da Mesa Diretora- a própria Mesa mostra que não está disposta a obedecer aos pedidos da sociedade de mais transparência e menos gastos do dinheiro público: na quarta-feira (14), concedeu a famigerada Gratificação de Dedicação Excepcional (GDE) a seis servidores da Casa de Tavares Bastos.
Eles terão incremento nos salários entre 25% e 100%. Os critérios? Ninguém sabe.
Dias antes, Ferrário entregou ao Ministério Público Estadual uma lista de 15 proposições, firmadas pela Mesa, entre elas: “sistema de controle eletrônico de frequência (…) utilizando-se de logo, todavia, de dispositivos manuais ou mecânicos de registro da jornada laboral, até a completa e efetiva operacionalização dos equipamentos adquiridos”; “instituição de Comissão para, no prazo máximo de 120 dias, auditar a folha, a fim de detectar casuais impropriedades e eventuais encargos a descobertos”. E exoneração dos servidores ”que eventualmente se enquadrem nas situações contempladas pelo verbete da Súmula Vinculante de n. 13, do egrégio Supremo Tribunal Federal”.
Os destinos das investigações contra a Assembleia podem ser imprevisíveis. Mas, pelo menos a CPI é um problema que não atinge o Governo. O resto é festa.









Respostas de 2
NAO SE PREOCUPE VILELA E NONÔ, A HORA DE VOCES VAI CHEGAR E O POVO VAI DAR O TROCO ! JOGAR A ROUBALHEIRA PARA BAIXO DO TAPETE É UM ATO COVARDE COMO TODOS OS ATOS DESSE GOVERNO INFESTADO DE NAVALHADOS, TATURANAS, RODOLEIROS E GABIRUS !
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