Durante sete meses Alfredo Gaspar de Mendonça usou a CPMI do INSS como o maior palanque da oposição, e com condições de atingir o presidente Lula.
Mas a potencial bomba virou traque, a credibilidade de Gaspar na relatoria da CPMI se desfez porque na mesma semana na qual entregou seu relatório final- rejeitado por maioria pela comissão – Gaspar se reuniu com Flávio Bolsonaro e passou a ser tratado (ainda mais) como aliado do bolsonarismo e candidato ao Governo de Alagoas.
Ou seja: o relatório final não teria condições de ter resultado diferente de uma ação da oposição.
Tudo isso aconteceu dias após o mesmo Alfredo Gaspar se reunir também, antes de Flávio, com Valdemar da Costa Neto, Arthur Lira e Cabo Bebeto para acertar a tomada do PL em Alagoas, escanteando JHC, como o Repórter Nordeste adiantou aos leitores em primeira mão.
Neste domingo, a Globo News enterrou a credibilidade do relatório da CPMI do INSS, ao mostrar o alinhamento de Alfredo com o bolsonarismo mas principalmente a coincidência de datas- apresentação do relatório e o encontro com Flávio Bolsonaro- sugerindo um material feito para agradar ao filho do ex-presidente da República ou talvez uma ação combinada.
Os sete meses de trabalho de Gaspar terão força eleitoral, mas não na qualidade ou quantidade que se esperava.






