O pedido de prisão de Lulinha tem mais efeito eleitoral que jurídico no relatório de Alfredo Gaspar de Mendonça, na CPMI do INSS.
Filiado ao PL esta semana, com direito a vídeo do presidenciável Flávio Bolsonaro, Gaspar de Mendonça olha os votos a governador de Alagoas, caso vá mesmo disputar com Renan Filho o comando do Palácio República dos Palmares.
Também projeta possível crescimento da bancada federal do PL. O partido de Bolsonaro não elegeu ninguém em 2022, por Alagoas, na Câmara dos Deputados. E nenhum senador.
Daí o pedido de prisão de Lulinha, num cenário onde Gaspar não é o protagonista. O relator da CPMI do INSS não manda em Alagoas no próprio futuro político. O chefe é Arthur Lira. Ao atingir o filho de Lula, o deputado atrai os holofotes para si mesmo e a própria dependência, tanto do grupo político bolsonarista quanto nas cercanias alagoanas.
É demonstração de poder, mas sem ter poder de fato. É a essência do poder. Nada mais.





