O texto é opinativo. A opinião surgiu a partir do convívio com jornalistas e jornalismos, assim mesmo no plural, pois existem muitas maneiras de atuar como jornalista.
Para Millôr Fernandes “Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.” Partindo desta premissa, o armazém tem crescido de tal modo no cenário brasileiro, que fazer o bom e velho jornalismo investigativo se transformou em algo fora de moda, escrachado pelos “coleguinhas”, rechaçado pelo poder que é aplaudido por…jornalistas!
A extrema ausência de solidariedade com jornalistas censurados, perseguidos, processados, por realizarem o próprio trabalho, levantando as cortinas e informando a sociedade sobre aquilo que é do seu interesse, é muito comum entre…jornalistas!
Por quais razões? Talvez porque encantar-se com ambientes de poder tenha tornado muitos profissionais vulneráveis ao canto da sereia, que no caso, é o próprio ego, e partilhar das ilusões de classe pode permitir alguns acessos.
No frigir dos ovos, quem escapa desse mundinho comum na esfera do jornalismo, de um modo ou de outro supera as discriminações e ainda pode brindar a nação com desfechos poderosos, como nos mostrou Glenn Greenwald e sua equipe.
Enquanto a história levará aos montes os coquetes fazedores de secos e molhados, o bom e resistente jornalismo investigativo, político e ético, estará atuando nos contextos, marcando épocas.
Quem não está sentindo esse orgulho imenso do The Intercept Brasil, por certo está preso em algum armazém entre secos e molhados.






Uma resposta
O QUE O COMUNISTA LULA FEZ ESTÁ FEITO. E ELE FOI JULGADO EM 2ª INSTÂNCIA, CUJO PLACAR FOI 3 X 0. E NEM O STF ACEITOU INOCENTÁ-LO.