O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça faz parte de um movimento, que se dizia novo e diferente, surgido em 2018 no rastro do bolsonarismo: lançar candidatos sem gostos ou intenções de se profissionalizar na política partidária. Era uma regra de ouro.
Lógico, é um movimento de araque por ser liderado por alguém – Bolsonaro- que sobrevive da política há décadas- empurrando os filhos com sucesso para cargos públicos transformados em mamatas.
Mas Alfredo Gaspar era rosto e sangue novos, diferentes.
Oito anos depois, as coisas, assim como a natureza e os camaleões, se adaptam para sobreviver.
Gaspar é cotado para disputar o Senado. Mas para isso terá de abandonar a reeleição a federal- mostrando ao seu eleitor que topa até sacrificar o que é certo em troca do duvidoso.
Dificilmente Alfredo Gaspar faria isso.
Também não romperia publicamente com Arthur Lira, que já o enquadrou nas intenções: disse não haver espaço para ele, Gaspar.
Lira não gosta de traidores. Se Alfredo Gaspar não seguir o roteiro, a vingança será maligna.
E o grupo tanto de JHC quanto dos Calheiros dizem haver um baú de histórias envolvendo toda a vida de Gaspar.
Com papéis muito especiais dos tempos em que era secretário de Segurança Pública.





