“Fazer política onde o povo está”: militância critica local de ato pró-Lula em Maceió

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Alagoas convocou militantes e apoiadores para um ato público em prol da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agendado para o próximo domingo (18), às 9h, na orla de Maceió.

A concentração do evento está prevista para o Corredor Vera Arruda, localizado no bairro da Jatiúca, área nobre da capital alagoana.

A escolha do ponto de encontro, no entanto, deflagrou uma onda de reações e críticas entre os próprios simpatizantes e internautas nas redes sociais, que questionam a eficácia política de manifestações concentradas na orla marítima.

A principal insatisfação do público gira em torno da distância em relação às áreas de maior apelo popular e ao perfil eleitoral do local escolhido, apontado pelos militantes como um histórico reduto da oposição.

Em dezenas de comentários nas páginas oficiais da legenda, eleitores e apoiadores cobram o direcionamento das ações de campanha para feiras livres e bairros periféricos de grande circulação – tanto na parte alta da cidade, a exemplo do Benedito Bentes e Tabuleiro do Martins, quanto em comunidades populares da parte baixa, como o Vergel do Lago, além das feiras do Jacintinho, do Centro e do Mercado da Produção.

“Gente, vamos militar em outros bairros. Fazer ato no epicentro do bolsonarismo não rola mais”, escreveu um internauta, ao defender que a mobilização seja levada a outras regiões de Maceió.

Outro comentário resumiu a reivindicação em uma frase: “Fazer política onde o povo está”.

A escolha do domingo também foi mencionada por apoiadores, que apontaram as feiras livres como espaços estratégicos para o contato com a população. “Domingo é dia de feira nas periferias”, destacou um usuário.

As manifestações também incluíram apelos para que o partido amplie sua atuação na parte alta da cidade.

“Vamos sair do reduto bolsonarista” e “venha militar na parte alta” foram algumas das mensagens publicadas.

O movimento de cobrança digital reflete uma pressão interna para que a militância saia da “zona de conforto” dos bairros nobres e busque o engajamento direto com a população trabalhadora no cotidiano das periferias

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