Foi-se o tempo em que se podia reunir a família, os amigos e os vizinhos na porta de casa, em torno da fogueira, durante
os festejos juninos. A violência que toma conta de Maceió também está matando a tradição secular nordestina. Na noite da última terça-feira, assim como ocorria todo mês de junho, a família do vendedor José Cícero de Oliveira Lopes se reuniu para comemorar a véspera de Santo Antônio, a primeira das três datas que marcam as festas juninas, naresidência da família, na Rua Adolfo Camerino, no bairro do Farol.
As informações são da Gazeta de Alagoas.
Além de tios, primos, irmãos, netos e sobrinhos, também participavam da festaalguns vizinhos. Passava das 21 horas e a comemoração estava apenas começando.
Ao invés da fogueira acesa à porta da casa vizinha, o milho era assado em uma churrasqueira colocada na calçada.
“Nós estávamos sentados, conversando. A festa estava começando. Foi quando eu vi três homens se aproximando. Pensei que eles fossem nos pedir algo, mas fui surpreendido por um deles, que já foi dando uma gravata em meu primo e colocando a arma na cabeça dele”, conta o vendedor José Cícero de Oliveira Lopes.
Enquanto dois outros elementos davam cobertura do lado de fora, dentro de um carro, os três assaltantes colocaram todos para dentro e invadiram a casa.








