Era previsto que o desembargador Orlando Rocha decidisse pela ilegalidade da greve dos professores alagoanos.
Assim como era prevista a posição ruim do governador, apostando no confronto via tapetão com o Sinteal.
Qual a consequência disso? O Sinteal decidiu manter a greve num período em que o governador busca construir popularidade em Maceió.
Como fica o tribunal?
A pressa de Orlando Rocha Filho em declarar a ilegalidade da greve pode agregar um novo momento. O TJ/Alagoas não tem uma mesa permanente de negociações com a sociedade. Aposta no punitivismo puro e simples. Daí quando os setores reagem desobedecendo as regras do jogo, o tribunal acaba se auto desmoralizando e, pior: sem o apoio da sociedade para o contraponto.
Orlando Rocha Filho ainda pode ser uma grata surpresa numa sociedade profundamente marcada pela exclusão e desigualdade.
Justiça neste contexto também inclui o óbvio : ser justo.





