A análise do governador Paulo Dantas ao Repórter Nordeste não deixa dúvidas: ele apoia o presidente Lula, o senador Renan Calheiros e o ministro dos Transportes Renan Filho- cada qual com projetos eleitorais distintos (Presidência, Senado, Governo) mas incluídos no mesmo grupo em Alagoas.
Dantas esteve na reunião com Gilberto Kassab, que chefia o PSD, realizada no último final de semana em um hotel na capital alagoana. Kassab fez périplo por alguns estados nordestinos (além de Alagoas: Paraíba e Pernambuco) onde falou do que mais sabe fazer: política.
O governador também falou sobre política com Kassab. Por exemplo: ele, Dantas, tem o compromisso de eleger um nome a federal pelo PSD. Diz quem é: Luciano Amaral, que já é parlamentar em Brasília e vai para a reeleição. Chamou Amaral de “grande puxador de votos”.
E a segunda vaga? Dantas diz haver chances do PSD emplacar o segundo nome “entre os nove candidatos- todos com chances concretas”.
O governador não disse ao portal quem são estes nomes. Mas este repórter apurou seis deles: Julio Cesar (secretário de Relações Federativas), Davi Maia (Ideral), Marcos Madeira (ex-prefeito de Maragogi), Thais Canuto (vereadora em Pilar), Rute Nezinho (vice-prefeita de Arapiraca) e Rui Palmeira (vereador em Maceió).
Paulo Dantas precisa de 270 mil a 280 mil votos para garantir as duas vagas ao PSD em Brasília. Para fazer três (hipótese improvável, segundo avaliação de uma fonte no grupo), precisa de 380 mil.
Dantas avisou: “Da minha parte, não há qualquer compromisso prévio de ir ou de não ir para o PSD em 2026. Também não existe compromisso de indicação de vice na chapa que será liderada por Renan Filho.”
E encerrou:
“O que está acima de qualquer composição é a continuidade do ciclo de desenvolvimento que estamos construindo. E, na nossa avaliação, eles [Lula, Renan Calheiros e Renan Filho] são as pessoas certas para dar sequência a esse projeto”.





