BLOG

Escritores alagoanos pela liberdade de escrever

Estamos na VII Bienal do Livro de Maceió, não como autoridades dos saberes escolhidos na categoria dos mais importantes, mas na humilde condição de escritores alagoanos, uma fina corda de insistentes em afirmar os talentos dessa terra.

Contudo, muito nos alegra essa condição.

Ouvindo outros autores, nas mais diversas linhas de produção literária, em simples roda de conversa no estande da Secretaria de Cultura, partilhamos tantas lutas e reconhecemos que algumas são ainda mais solitárias.

Nossos escritores estão cada vez mais entendendo a necessidade de libertar suas publicações dos patrocínios públicos, que por sua vez, costumam eleger aqueles que falam apenas do que lhes convém. E nem sempre a arte convém ao poder. Seria na verdade uma perda irreparável para o legado humano, essa subordinação. É preciso liberdade para escrever!

As Academias de Letras nos levaram a acreditar na impossibilidade de inserção do indivíduo comum neste universo de produção literária, por seu esparramar de pompas, entre as glórias da elitização. Como empobrecemos os conceitos de escritores, a partir dessa concepção. Pois muitos ricos se apossaram das cadeiras destinadas ao talento, e formaram-se os mais distintos guetos.

Insistir em falar na categoria de escritores populares, por sermos povo, é hoje para nós um trunfo! Somos povo falando de política, cultura e sonhos. Nossas linhas denunciam, reconhecem e assumem um lugar no mundo: vivemos, pensamos, registramos!

Para além das associações de interesses políticos e mercadológicos, os escritores alagoanos abrem seus caminhos entre as altas paredes dos castelos, e podem ser encontrados, vistos, ouvidos e lidos.

Para você leitor, deixamos um conselho: nesta Bienal conheça os escritores alagoanos!

SOBRE O AUTOR

..