A sindicância aberta para investigar a morte do taxista Rodrigo Moreira Neves, sequestrado no dia 25 de agosto, revelou uma série de erros cometidos por parte dos atendentes do Ciodes envolvidos na ocorrência. O processo de apuração aberto pela Secretaria de Segurança foi encerrado nesta terça-feira (18).
Sequestrado, o taxista acionou o botão do pânico do carro, mas a primeira viatura da PM só encontrou o táxi dele mais de uma hora depois. Rodrigo já havia sido socorrido por uma ambulância, que por acaso passava pelo local. Ele ficou nove dias em coma e morreu no dia 4 de setembro. Segundo o comandante geral da PM, o erro maior começou no primeiro atendente, que não disparou o alerta vermelho: um código que indica a urgência da situação.
“Se esse botão do alerta vermelho inicialmente tivesse sido acionado, um cerco deveria ser feito e, com certeza, a Polícia Militar teria tido êxito nessa ação”, explicou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Ronalt William.
Os três atendentes do Ciodes e o major que comandava o setor no dia vão ser punidos. As penas vão ser definidas em processo administrativo que ainda será aberto, mas podem ir de uma simples advertência até uma expulsão.
A Sesp não acredita que tenha havido má fé por parte dos atendentes, mas um descuido muito grande que custou uma vida humana. Por isso, além das punições, vai ser feito um novo treinamento com toda a equipe do Ciodes.
“Todos os atendentes serão retreinados e faremos uma avaliação individualizada da atuação de cada um para verificar se houve uma falha individual ou se foi coletiva”, argumentou o secretário Estadual de Segurança Pública, Henrique Herkenhof.
As informações são da Folha de Vitória








