As investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, envolvem três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal em 2026, que apuram suspeitas de tráfico de influência, corrupção e negócios ilícitos ligados ao governo federal. A Polícia Federal conduz as apurações no âmbito da Operação Sem Desconto, que começou investigando fraudes no INSS.
– Operação Sem Desconto
A investigação inicial apurava fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS. Durante as diligências, surgiram suspeitas envolvendo Lulinha.
– Primeiro inquérito
Autorizado em 30 de julho de 2026 pelo ministro André Mendonça. Apura se Lulinha atuou para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações com o Ministério da Saúde.
– Segundo inquérito
Aberto em 31 de julho de 2026. Investiga se houve tráfico de influência na Dataprev, empresa pública responsável por dados da Previdência Social. A Polícia Federal analisa suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
– Terceiro inquérito
Autorizado em 4 de agosto de 2026 pelo ministro Flávio Dino. Apura supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal. No mesmo ato, Dino também abriu investigação sobre vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.
– Valores movimentados: Relatórios mencionam transações de quase R$ 20 milhões em contas ligadas a Lulinha.
– Personagens envolvidos:
– Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS), apontado como operador de fraudes no INSS.
– Roberta Luchsinger, empresária e amiga de Lulinha, citada em diálogos sobre prospecção de negócios.
– Cleber Ribas de Oliveira, empresário ligado à Dataprev, também mencionado nas investigações.
– Defesa de Lulinha: Afirma que não há irregularidades e que ele está à disposição das autoridades.
– A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União contra decisões do ministro André Mendonça, alegando interferência na autonomia da corporação durante a condução da investigação.







