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Empréstimos e reestruturação da dívida julgarão era Renan Filho, no futuro

A maior conquista dos dois mandatos do governador Renan Filho (MDB) é a reestruturação da dívida pública. Impagável num passado bastante recente, a dívida sofreu redução da taxa de juros via decisão do STF mais reestruturação aprovada pelo Senado, alongamento e, por fim, novos pedidos de empréstimo. Hoje, o caixa do Estado tem mais de R$ 5 bilhões à disposição do governador, ou seja, para ele gastar como quiser.

Os empréstimos dirão, no futuro, se a decisão de Renan Filho vai comprometer ou não as finanças do futuro governador. Dinheiro emprestado de bancos internacionais são pagos em dólar, ou seja, câmbio flutuante e decisões políticas do gestor federal do momento nas condições destes pagamentos. A dívida, hoje, está em R$ 10 bilhões, mesmo patamar da era Teotonio Vilela Filho.

Apesar do anúncio de obras, como a duplicação ou construção de estradas mais R$ 1 bilhão em educação, a economia alagoana depende das transferências federais, como aposentadorias e pensões, FPE, auxílio emergencial, bolsa família.

O “dinheiro novo” veio – além dos empréstimos e da ajuda emergencial de R$ 891 milhões da União em socorro aos efeitos da pandemia – da outorga da Casal via BRK Ambiental Participações S.A, com aporte de R$ 2 bilhões mais as negociações que fecharam as portas, em definitivo, do antigo Produban.

No futuro, os ônus e os bônus ficam por nossa conta.

Será que estamos preparados para isso?

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