O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em pré-campanha para a Presidência em 2026, tem se ausentado de forma significativa das votações nominais no Senado. Entre fevereiro e junho deste ano, ele deixou de participar de 43% das deliberações, um índice bem acima da média dos demais parlamentares, que gira em torno de 20%.
Esse número coloca Flávio entre os senadores mais ausentes, já que em 21 das 49 votações realizadas no período seu nome não foi registrado. Em algumas ocasiões, ele chegou a marcar presença, mas não votou, como ocorreu em projetos sobre licença-paternidade no Orçamento e sobre o uso de recursos do Funpen para capacitação de policiais penais. Também não participou de votações importantes, como a que tratava da isenção de tributos federais para entidades filantrópicas.
A justificativa para tantas ausências está ligada à sua agenda política. Desde que foi confirmado como pré-candidato pelo PL, em dezembro de 2025, Flávio intensificou viagens e reuniões, incluindo compromissos nos Estados Unidos e articulações regionais no Brasil. Essa movimentação tem coincidido com os dias de votação no Senado, o que explica parte da sua falta de participação.
A assessoria do senador afirma que a ausência em votações não significa inatividade parlamentar. Segundo eles, Flávio já recebeu prêmios de excelência legislativa e participou de missões oficiais. No entanto, críticos apontam que sua atuação como presidente da Comissão de Segurança Pública também tem sido limitada: em 2026, o colegiado realizou apenas sete reuniões e não aprovou projetos relevantes.
Esse cenário pode ter impacto direto em sua pré-campanha. A alta taxa de faltas pode ser usada por adversários como argumento de que o senador não tem se dedicado ao mandato. Além disso, dentro do próprio PL, Flávio enfrenta disputas internas, como o atrito com Michelle Bolsonaro, o que aumenta a pressão sobre sua candidatura.








